sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Mosteiro de Alcobaça.

No Concelho do Distrito de Leiria situado a 42 metros de altitude, Alcobaça cresceu pelos vales dos rios Alcoa e Baça.
A sua fama deve-se sobretudo ao seu mosteiro, em cumprimento do voto de doação feito por D. Afonso Henriques primeiro Rei de Portugal, quando da conquista de Santarém aos Mouros.
O mosteiro de Alcobaça, classificado pela UNESCO em 1989 "Património Mundial", é uma reprodução da Abadia de Claraval.
Durante séculos, a economia de Alcobaça residiu na fertilidade da terra generosa, e os monges desenvolveram uma acção colonizadora notável e puseram em prática inovações agrícolas, criando uma região agrícola que tem perdurado até aos nossos dias. São pois os principais produtos agrícolas as frutas (maçã Casa Nova; pêra Rocha; e o pêssego).
A esta rica gastronomia que caracteriza a região, podemos adicionar a beleza das suas olarias e cerâmicas e o brilho lapidado do seu cristal.
O visitante tem ao seu dispor praias como a de S. Martinho do Porto com a sua baía encantada e propícia a desportos náuticos, aos areais dourados de Paredes da Vitória e de tantas outras praias que bordejam o também histórico Pinhal de Leiria e olhar para todo o concelho do Alto da Serra dos Candeeiros também ela cheia de encantos naturais e pequenos muros de pedra.

Mosteiro de Alcobaça
Na Igreja do mosteiro encontram-se os túmulos dos dois protagonistas de uma das mais belas histórias de amor, contada nos ricos ornamentos que enfeitam a sua última morada. Segundo a lenda, contada em tons de branco e azul nos painéis de azulejos da Sala dos Reis, D. Afonso Henriques, terá prometido a S. Bernardo, Abade de Claraval, em ofertar a “Herdade de Alcobaça”, caso vencesse os mouros na tomada de Santarém. Tal vitória e cumprimento de promessa levou à fundação do Mosteiro de Alcobaça.
A construção do monumento iniciou-se em 1178. Internacionalmente reconhecido, o seu valor, reside principalmente na arquitectura reveladora, no rigor da sua austeridade e na pureza das formas construtivas do espírito de S. Bernardo.
Baseando a sua vida no coro, na oração, na penitência, na renúncia aos bens materiais e no trabalho manual, em constante comunidade no mais absoluto silêncio, os cistercienses de Alcobaça, no reinado de D. Sancho I e de D Afonso II, trabalharam na construção da Igreja e do Dormitório, Sala dos Monges, assim como no desenvolvimento da política de arroteamento e desenvolvimento das terras que lhe foram doadas.
Da mesma época de construção, aparenta ser o refeitório onde se encontra o Púlpito do Leitor, uma das mais belas peças arquitectónicas a nível mundial.
Harmonizam-se a robustez românica e a acentuada verticalidade do gótico, com posterior vislumbre barroco, na fachada da Igreja, imperando no seu interior a austeridade em três naves à mesma altura despidas de adornos, formando um conjunto que impressiona pela simplicidade e grandeza.
A Cozinha, revestida a azulejos, é um espaço surpreendente, quer pela dimensão da chaminé central, quer pelo tanque que recebe a água directamente de um braço do rio Alcoa, confirmando a engenharia dos cistercienses em questões hidráulicas.
D. Pedro e D. Inês, repousam nos seus túmulos, na Igreja do Mosteiro que é a maior do país e primeira grande obra do gótico primitivo português.
Estes dois túmulos, são duas obras-primas de escultura tumular do século XIV, constituindo os mais preciosos exemplares da época medieval portuguesa. Com a criação de obras de arte, os Monges Cistercienses de Alcobaça, deixaram durante sete séculos uma história grandiosa.
Em 1834, com a extinção das ordens religiosas, os Monges abandonaram o Mosteiro, tendo parte do seu valioso recheio desaparecido e outra parte ido para museu. A sua biblioteca dividiu-se pela Biblioteca Nacional e pela Torre do Tombo.


Depois de uma visita a este bonito distrito, nunca esquecendo a nossa dica, o melhor é mesmo descansar numa das pousadas da Juventude de Leiria.
Como a encontrar?
É fácil.
Se vieres de autocarro:
Saída: Leiria (a pousada fica a 400m)
Atravessa a avenida, segue a rua paralela à Sé Catedral. Segue a rua em frente à Sé até chegar a um largo. A Pousada de Juventude fica no fim do largo, a seguir à Biblioteca Municipal.

Se vieres de comboio:
Diariamente existem vários Inter – Regionais, Regionais/Urbanos Alfa Pendulares e Intercidades
Saída: Leiria (a 3Km da cidade)
Apanhas o autocarro até à Rodoviária ou táxi até à pousada.

Se vieres de carro:
Lisboa: A1, A8, IC2/N1. Saída: Leiria, em direcção ao hospital / Câmara Municipal /Centro Histórico
Porto: A1. Saída Leiria – em direcção ao hospital /Câmara Municipal /Centro histórico.

A Pousada de Juventude encontra-se no Largo do Terreiro.

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